A vivencia do amor e suas complexidades. Em se tratando amor e amar não existem regras. Não existem imposições, existe vivência. Andei observando alguns casais e fiquei impressionada com a passividade e humildade de alguns amores.
Aquele amor que aceita as migalhas da atenção, porque essa migalha é o combustível do dia. Aceita sobras de conversas, porque nesse momento seu peso cede e você pode se entregar mesmo que o se entregar seja com os dois pés no chão, porque do contrário você cai. Mas como com os dois pés no chão se o chão dessa pessoa é o outro?
O amor onde o outro é seu tudo e você se contenta em ser o que der. Se no dia não tiver opção melhor você ganha um carinho ou atenção a mais, mas se for dia de coisa importante (por exemplo, futebol) aí não sobra nada, mas a presença de um amor ausente já basta! Olhar de longe aquele amor distante faz com que seus olhos brilhem e sua alma reluza.
Como pode tão pouco preencher um coração tão grande? Acho que deve guardar cada pouquinho que recebe e assim se mantém viva!
Não que eu ache que o amor tem que ser assim ou assado, mas admiro quem vive assim... Pensando bem, não admiro não!
E quem tem tão pouco pra oferecer, será que tem consciência da sua mediocridade? Triste, amor medíocre, o tipo mais terrível de amar!
Analisando de forma mais crítica, tenho mais pena desses amores porque esse amor em demasia, que é capaz de sobreviver com tão pouco quase sempre, é falta de amor próprio. Migalhas não sustentam!
Quem AMA nunca tem tão pouco a oferecer e no solo de um coração de quem SE AMA de verdade, gotas de carinho não faz florescer nada!
Texto e foto: Deda Deambrósio
Um Real De Amor
Zeca Baleiro
Com um real de amor que tu me dás
Faço versos de febre e de paixão
Pego a fraca miragem da ilusão
E a transformo em ferro e em carvão
Com um real de amor que tu me dás
Faço a flor na mais completa escuridão
Desafio o terror da solidão
E a transformo em pó na multidão
O real de amor que tu me dás
Generoso se faz em minha mão
Mata a minha fome
E multiplica o pão
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