"Todo mundo espera alguma coisa, de um sábado a noite...".
Estamos acostumadas a nos reunir no castelo da Josi para degustarmos a amizade. E sempre tem alguma novidade. E, às vezes, o passado chega para nos alegrar.
Nesses 12 anos de amizade, dividimos muitas coisas e hoje, dia 29 de novembro, tivemos o prazer de desfrutar a melodiosa música de um dos amigos mais críticos, céticos e chatos que conheci: Jovino Lobas!
"A gente sabe. A gente te conhece", dizem Amabile e Josi sobre o conteúdo do artista que se descobre a cada dia.
O nosso passado é sempre presente. E o nosso presente pede muito futuro. O futuro que nos separa e nos aproxima.
E vamos curtindo a noite. Presentes no castelo: Amabile, Costa, Ivanete, Josi e artista Jovino.
sábado, 29 de novembro de 2014
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Saudades de mãe
Por Janete Kozak
Dizem por aí que o tempo apaga
qualquer ferida.
Pode ser. Mas, qual o tempo
necessário para apagar a ferida da saudade? Daquela saudade que não dá para
matar? Daquela distância que não tem como diminuir? Daquele tempo que não volta
mais?
É bem verdade que a cada ano que
passa ela vai mudando de cara. Mas não muda de intensidade.
Esse ano foi diferente. Nesse ano
surgiram dúvidas, curiosidades, vontade de saber lembranças que só estariam na
sua cabeça. Lembranças de mãe.
É mãe, agora também sou mãe. Até que
dou pro gasto, viu? Mas queria tanto saber como você fazia... Tomar seu
exemplo, saber o que deu certo para poder fazer igual.
Mas, até dos meus sonhos você tem
estado ausente. Mas muito, muito presente em minha saudade, em meu desejo de
saber seus truques de mãe.
Quatro anos. Hoje. Mas parece que
acabou de acontecer...
Nada em minha vida doeu tanto. Nem os
desgostos que senti, nem as besteiras que fiz, nem os tombos que tomei.
Às vezes, sinto vontade de rezar pra
ti. Como se fosses um anjo mensageiro. Como se tu, ao lado de Deus, como Ele
prometeu, pudesses passar para Ele, com sua parcialidade de mãe, meus pedidos.
Sei que Ele ouviria, pois você
ralhava tanto, tanto, que ele não iria querer ouvir tanto falatório!
Espero o tempo passar mais. Espero
que traga alento. Espero que traga alegrias. Afinal, a vida segue seu curso e
Deus tem proporcionado momentos bons, conquistas interessantes que, gostaria
muito que acompanhasses.
Um dia desses a gente se topa por
essas bandas daí
Te amo mãe.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Maria da Penha
Por Janete Kozak
Denuncie! Denuncie! Não deixe baixo, não fique calada. É o
que dizem a cada vez que conto suas ameaças.
Lembro-me das palavras da multidão gritando a Pilatos,
quando este perguntou o que fazer com o Cristo: Crucifica-o! Crucifica-o!
Mas não é bem assim. A Bíblia conta que crucificaram Jesus.
Na vida real, quem morre é a vítima. Por mais que denuncie, não darão ouvidos a
ela. Ou até darão, mas a lei é lenta e burocrática, por isso não fará muito que
a proteja.
Hoje entendo as mulheres “amparadas” pela lei Maria da
Penha. Pensei que fosse diferente. Pensei que fosse mais fácil. Que era chegar lá,
na tal Delegacia e pronto: todos os seus problemas fossem resolvidos.
Pensei que isso só acontecia com pessoas de menor instrução.
Que as independentes, fortes, robustas e elegantes mulheres da classe média
nunca passassem por isso.
Só que hoje sei que elas não denunciam. Resolvem de outra
maneira. A maneira delas.
Lembro-me quão humilhante foi sentar-me naquela sala. Senta-se
ali quem foi agredida pelo parceiro. Ou
pelo pai, pelo filho, pelo irmão. Eu era uma coitada. Tenho certeza que era.
Estava eu, a piriguete da vez, prestando queixa do nobre
cidadão, idôneo funcionário publico (por acaso era bem ali que ele trabalhava),
pai de família, morador do lugar há séculos, um homem fora de qualquer
suspeita, cujo caráter e passado ninguém ousa questionar. E sem uma prova sequer. Só tinha nas mãos
vergonha e medo.
Formaram um circulo ao meu redor. Vi caras piedosas, caras
desconfiadas, caras acusadoras, caras curiosas. Por mais que procurasse caras
decididas a resolver meu problema, eu não as encontrei. Vi minha intimidade
exposta ali, relatada numa folha de papel, que cada um que passada olhava com o
rabo do olho.
Você tem provas? Estas fazendo denuncias mentirosas! Esta
armando pra mim! É o que ouço no portão. Recolho-me ao meu cantinho e vou
vivendo mina vida. Mineirinha. Calada.
Eu, Janete, com meu nível superior, minha independência
financeira e social, meu orgulho engasgado, meu cabelo loiro e meus quilos a
mais.
Talvez um dia eu volte lá. Viva, com cartas na manga, ou
sabe Deus de que outra forma hei de chegar...
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
"Tá lá o corpo estendido no chão"
Por Josi Gonçalves
Dois adolescentes mortos. Amós e Fábio. Todo mundo quer ver, quer saber: quem são, onde moravam, quem matou e o porquê? As imagens impiedosas mostram o que restou dos frágeis corpinhos dos dois meninos sendo retirados em uma espécie de rede de coleta de uma cisterna de uma obra abandonada do governo.
O elefante branco, que deveria ser um presídio feminino, aprisionou dois jovens corpos que saíram de casa para jogar bola e voltaram em estado de decomposição. Nem um último beijo de despedida puderam ter.
Os meninos encontrados na tal obra poderiam no futuro, ser, quem sabe, o gestor daquele espaço, homens que mudariam a vida das detentas para melhor, especialistas em ressocialização de apenados...
Mas o futuro deles foi ceifado precocemente e as promessas foram parar no fundo de uma cisterna, agora fétida, odiada, macabra.
O povo se apinha pra ver as mães em choque, a cena dantesca e a dor em tela.
As redes sociais ampliam o desespero das famílias que perderam seus garotos sabe-se lá de que forma, sabe-se lá se um dia terão essa resposta das autoridades.
A culpa sobre as mortes é dividida. Uns acham que é dos pais, que criam seus filhos “soltos demais”, que perderam o comando sobre suas famílias. Outros atribuem o dolo ao governo que deixou de investir em segurança pública, que não concluiu obras como àquela onde as crianças foram encontradas mortas e que propicia atos criminosos como o que, supostamente, foi praticado contra os dois inocentes.
Não vou entrar nesse mérito de responsabilidade.
O que me choca, sinceramente, é a espetacularização da dor, da angústia, da morte. Depois cada qual vai pra casa, pro bar, pra esquina. E o Fábio e o Amós vão virar estatística.
É normal a vida seguir adiante. O que não é normal é a gente se desumanizar dia após dia. Lamentar a violência, se escandalizar com a dor alheia, mas se encher de repugnância ao dar de cara com um morador de rua, sujo e maltrapilho, dormindo na calçada. Fingir que o adolescente usuário de droga que acaba de lhe pedir um prato de comida é invisível.
A dor das mães desses meninos que perderam a luta para as drogas é a mesma das mães do Amós e Fábio. Noite após noite elas vão entrar no quarto em que eles dormiam chorar a dor dos filhos mortos. Os que morreram para o poder público, sociedade e família e os que se foram para sempre.
E logo não restará mais nada. Apenas dor e mais um corpo estendido no chão.
O apego dos desapegados
Desde a criação do blog, estou me segurando para não escrever. Mas, como tem coisas que ficam entranhadas em nós, não tive como evitar e aqui estou, diante do computador para me deleitar na ideia de expressar o meu pensamento (coisa que não posso fazer no cotidiano).
Por muitas vezes, me vejo nesses dilemas que são as mudanças. Gosto de me sentir segura para fazer algo que não sou acostumada. De todas nós, acredito que eu tenha sido a que menos mudou a aparência. A vida inteira tive cabelos cacheados e muito volumosos. Passei cerca de três anos alisando e resolvi voltar a ter cabelos enrolados. Agora, continuo no dilema dos cabelos, mas com relação a cor. Gosto demais deles pretos. Pintei uma única vez, mas não gostei e nunca mais resolvi mudar. Mas, agora tenho que mudar para começar esconder alguns fios que estão destoando do normal. Já tive muitas ideias, mas em relação ao cabelo, devo confessar que sou muito preguiçosa e não tenho muita paciência para cuidar.

Toda esta introdução é para entrar em um assunto que li sobre religião. Uma filha de padre que relatou em depoimento, sem exageros, sobre a sua situação, seus conflitos, sua formação de caráter. A abordagem foi tão sensata que ela não conseguiu julgar se houve erros da própria mãe que a obrigou a ficar em silêncio, do pai padre que se absteve que assumir a "família" e da igreja que condena essas atitudes de sacerdotes.
Em demasia, uma atitude destas seria julgada por muitos como falta de abertura da Igreja Católica, uma entidade cheia de dogmas, crenças e que já fez muita gente sofrer e morrer em nome de Deus. No entanto, não quero aqui defender ou dizer que os fiéis católicos têm que pedir uma maior abertura da igreja para assuntos que estão em voga. Sou católica, já fui mais praticante e acredito em um Deus que é amigo, protege e abençoa as pessoas que fazem o bem sem olhar a quem.
Defendo sim que a igreja deve aceitar os homossexuais, casamento de separados, pois encontramos na bíblia um Deus que não faz distinção entre seus filhos e que prega o amor ao próximo como um dos mandamentos que deve ser seguido de forma incondicional.
Porém, acredito que quando alguém decide seguir uma vida religiosa, militar ou qualquer uma que imponha regras, que deve conhecê-las (as regras) antes de dizer o sim. Se um padre sabe que um dos votos é a castidade, ele deve ser consciente para aceitar, pois há muitas formas de participar ativamente de uma religião, igreja sem ter que ser sacerdote, freira ou coisa parecido.
Enfim, uma filha de padre não deve ser julgada pelos apegos ou desapegos da religião que a ela foi apresentada. Aos costumes que lhe foram impostos. Mas, para mudar é preciso conhecer e se sentir segura. Mas, neste caso é difícil, acredito que impossível, apontar o dedo e dizer que um ou outro está errado. O amor pregado por Deus e estampado nas páginas da bíblia foi consumado entre um homem e uma mulher e gerou uma filha. Se ele é padre ou não, é uma condição da igreja, mas antes de tudo é um homem e como qualquer outro está exposto a realidade, ao amor. Veio de uma família que lhe ensinou a viver, lhe mostrou lados e houve uma escolha. Ele escolheu viver para Deus e para o homem.
Portanto, deixemos de ser apegados aos rótulos e comecemos a viver. Simplesmente VIVER EM AMOR.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
O preconceito e os chatos!
Eu já escrevi sobre preconceito há alguns meses, mas acho q eu devo ser daquelas chatas politicamente corretas... então, vamos lá.
No mês passado a Globo lançou em sua programação a série "Sexo e as negas"... obviamente que o título chamou a atenção e os chatos (para c@r@alho) sexistas e racistas já acusaram a emissora de estar promovendo o preconceito... isto antes mesmo do primeiro episódio ir ao ar.
Eu sou do tipo que prefiro conhecer e depois falar bem ou mal. E assim fiz. Decidi assistir um episódio e confesso que gostei bastante da abordagem que é feita. São quatro mulheres trabalhadoras, que querem amar e serem amadas, têm seus dilemas e se resolvem com eles. Ou seja, poderiam ser qualquer mulher do universo... preta, branca, azul ou cor de rosa, rica ou pobre, moradora do Centro ou do Subúrbio...
No capítulo desta semana o tema foi justamente o preconceito. Mais uma vez eu me perguntei: o que faz uma pessoa achar que é melhor que outra? O que difere pessoas boas de pessoas ruins são as atitudes... não é cor de pele, crença, classe social, gênero, sexualidade, tamanho do manequim, partido político ou qualquer outra "diferença".
Para mim, o mundo é mais divertido tendo todas esta diversidade!!! Está faltando amor nos corações das pessoas!!!! Vamos amar, vamos ser felizes, vamos beber, vamos nos divertir!!! E, principalmente vamos nos respeitar!!!!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Morreu Manoel
Por Wania Evangelista
Morreu sentado na cadeira daquele bar. O mesmo bar que
visitava todos os dias. Morreu feliz junto a danada da cachaça. Descanse em paz
Manoel... Vá com Deus seu Manoel !
Minha homenagem ao seu Manoel, amigo de meu pai, que morreu
ontem pela manhã, sentado em uma mesa de bar, segurando firmemente um copo de cachaça.
Sem família, foi velado no mesmo bar, na companhia de seus poucos amigos, que
ainda estavam bêbados hoje pela manhã.
Não se pode dizer que foi um velório
triste.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Medo ou timidez ?
Muitos não vão acreditar, mas sou tímida. Esse blog, representa pra mim, uma porta no escuro quarto da timidez na internet. A verdade, verdadeira é que nunca me senti confortável com a exposição que a internet nos trouxe nesse nosso atual mundo moderno. Nunca tive coragem de expor minhas ideias ou pensamentos no facebook. Sempre me senti extremamente exposta ao compartilhar um simples post. Não sei se era timidez, medo do julgamento alheio, medo de cometer um enorme erro de português, daqueles de escrever casa com z, ou simples medo de críticas.
Quando o assunto era um pouco mais espinhoso dava uma vontade enorme de gritar minha opinião. Mas, de repente eu travava e não saia nada. Quantas vezes senti uma inveja enorme de minha amiga Josi Gonçalves e suas brigas categóricas no face. Que coragem ! Mas isso vai mudar. Para começar, contrariando a maioria das filhas da pauta declaro aqui meu voto na DILMA, vou de PT.
Que venham as críticas rsrsr
Wania Evangelista
Quando o assunto era um pouco mais espinhoso dava uma vontade enorme de gritar minha opinião. Mas, de repente eu travava e não saia nada. Quantas vezes senti uma inveja enorme de minha amiga Josi Gonçalves e suas brigas categóricas no face. Que coragem ! Mas isso vai mudar. Para começar, contrariando a maioria das filhas da pauta declaro aqui meu voto na DILMA, vou de PT.
Que venham as críticas rsrsr
Wania Evangelista
Não consigo dormir...
Por Wania Evangelista (*)
O que me incomoda? Não sei se a dor, a revolta ou a angústia. Os pensamentos vêm e vão, revejo o meu dia. Repenso cada palavra. Não me arrependo de nada.
Que venha o futuro com todas as suas incertezas ... Mas que seja dita a verdade.
FODA-SE , Foda-se , FODA-se
Foda-se as intrigas, o jogo, as fofocas e a inveja. Foda-se o medo, a insegurança. Que venha apenas a verdade. Mesmo que eu tenha que aceitar um ser medíocre e simplório... Mesmo que seja triste, mesmo que não tenha brilho. Venha, venha, venha, que venha a verdade, por que eu? Meninas, eu cheguei.
(*) Wania Evangelista é jornalista, especialista em elaboração de Projetos para Captação de Recursos, mãe do João, um moleque serelepe de seis anos, e casada com Marcelo Chicoski, um lord inglês.
O que me incomoda? Não sei se a dor, a revolta ou a angústia. Os pensamentos vêm e vão, revejo o meu dia. Repenso cada palavra. Não me arrependo de nada.
No final , sinto um orgulho danado das palavras escarradas
na cara. Das verdades ditas nuas e cruas, sem maquiagem, sem ranhura. Cansei, cansei de fingir, de esperar e de temer!
Quero apenas a
verdade.
Me orgulho de mim. De minha coragem,
da ousadia de quem teima, acredita, tem pulso e fé.
Não tenho medo.Que venha o futuro com todas as suas incertezas ... Mas que seja dita a verdade.
FODA-SE , Foda-se , FODA-se
Foda-se as intrigas, o jogo, as fofocas e a inveja. Foda-se o medo, a insegurança. Que venha apenas a verdade. Mesmo que eu tenha que aceitar um ser medíocre e simplório... Mesmo que seja triste, mesmo que não tenha brilho. Venha, venha, venha, que venha a verdade, por que eu? Meninas, eu cheguei.
(*) Wania Evangelista é jornalista, especialista em elaboração de Projetos para Captação de Recursos, mãe do João, um moleque serelepe de seis anos, e casada com Marcelo Chicoski, um lord inglês.
Amizade não tem preço
Por Josi Gonçalves
Realmente, seria cômico (não cósmico) se não fosse trágico!
“Analisando
essa cadeia hereditária, quero me livrar dessa situação precária” (axé também
é cultura – apesar de eu mesma, confesso, duvidar disso).
Hoje me deparei com uma situação no Facebook que me deixou chocada, de como as pessoas dão desculpas pros seus preconceitos e são ignorantes às coisas tão simples que estão à cara de qualquer um. Irei situá-los.
Vejo uma publicação, um vídeo de uma criança de uns sete anos dançando tentando rebolar de forma sexy, mas que à minha vista não passava de uma criança de sete anos desajeitada (não que seu seja burra, apenas acho que não sou tão maldosa, talvez por conviver com crianças nessa faixa etária - e não que minhas crianças se comportem assim) e no meio da justificativa horrorizada pro vídeo o seguinte comentário: “depois que pedófilos acham uma criança dessa acham um absurdo”, SOCORRO!
Tentei argumentar e dizer que, sério na minha opinião, só a doença justificaria um comportamento desse vindo de um adulto, que essa exposição em demasia e a vulgaridade precoce na verdade não é culpa da criança e sim dos responsáveis e eis que me vem a resposta: "No mundo de hoje nem criança de 7 anos pode ser considerada totalmente inocente até que se prove" ... é serio, nem respondi porque nem consegui!
Ouvir isso de uma pessoa que é mãe me calou! Puta que pariu, vá à merda! Gente, o mundo precisa urgentemente que as pessoas se desnudem desse preconceito travestido de bons costumes ou então estaremos à mercê de todo tipo de barbárie (justificados de sacrifício pela família e bons modos)!
Poderia passar a noite falando sobre isso se já não estivesse levemente embriagada (e pra quem acha que não é comportamento de mulher exemplar estar levemente embriagada numa terça, foda-se!)
Hoje me deparei com uma situação no Facebook que me deixou chocada, de como as pessoas dão desculpas pros seus preconceitos e são ignorantes às coisas tão simples que estão à cara de qualquer um. Irei situá-los.
Vejo uma publicação, um vídeo de uma criança de uns sete anos dançando tentando rebolar de forma sexy, mas que à minha vista não passava de uma criança de sete anos desajeitada (não que seu seja burra, apenas acho que não sou tão maldosa, talvez por conviver com crianças nessa faixa etária - e não que minhas crianças se comportem assim) e no meio da justificativa horrorizada pro vídeo o seguinte comentário: “depois que pedófilos acham uma criança dessa acham um absurdo”, SOCORRO!
Tentei argumentar e dizer que, sério na minha opinião, só a doença justificaria um comportamento desse vindo de um adulto, que essa exposição em demasia e a vulgaridade precoce na verdade não é culpa da criança e sim dos responsáveis e eis que me vem a resposta: "No mundo de hoje nem criança de 7 anos pode ser considerada totalmente inocente até que se prove" ... é serio, nem respondi porque nem consegui!
Ouvir isso de uma pessoa que é mãe me calou! Puta que pariu, vá à merda! Gente, o mundo precisa urgentemente que as pessoas se desnudem desse preconceito travestido de bons costumes ou então estaremos à mercê de todo tipo de barbárie (justificados de sacrifício pela família e bons modos)!
Poderia passar a noite falando sobre isso se já não estivesse levemente embriagada (e pra quem acha que não é comportamento de mulher exemplar estar levemente embriagada numa terça, foda-se!)
*Rosa Deambrósio
O blog...
Estou, desde ontem, pensando sobre o que escrever se devo
escrever sobre e mais um monte de coisas e inquietudes, creio que tudo tem seu
tempo e agora, pra mim é o tempo de apresentações.
Como já puderam perceber minha querida amiga (mãezona, desde a época da faculdade) Josi Gonçalves já se apresentou... e a Josi é isso, pessoa à frente e sempre será e é isso que a torna tão encantadora, cativante e perpétua (sim amiga, você é perpétua, deixa sua marca e é inesquecível por onde passa – pensei até em usar perene ao invés de perpétua, mas não, você não é perene, essa palavra é muito singela pra te descrever e você é furacão).
Tem nossa generosidade personificada Wania, ela ainda irá se apresentar, mas se a conheço bem é tão modesta, tão boa e tão prestativa que irá se esquecer de enumerar essas qualidades, essa é nossa Wania (nossa porque você é isso amiga, intensa e inteira!).
Ah, como sou grata a Deus pelas minhas amizades, às vezes penso que foi pura bondade divina me agraciar com pessoas como vocês. Janete, Janetão nossa tão querida amiga guerreira destemida. É assim que a noto, sem medos,e confesso que invejo isso, não todo o tempo, mas em boa parte dele, porque você não se importa com convenções e tabus...você constrói a sua história de cabeça erguida e acredite, tem feito uma linda história (e agora com a Yane então)!
E o que falar da Iva, minha querida e ciumenta Ivanete, você sabe que meus olhos brilham por você nega (calma gente, não sou gay, bem até que sou gay, mas não no sentido deplorável que a maioria das pessoas entendem a palavra. Sou alegre e sem medos de declarar meus amores por receio de interpretações errôneas de pessoas que tem um coração – se é que se pode chamar de coração – onde só brota maldades.. e sou sim a favor da causa gay, por essa e outras irei reformular, EU SOU UMA HETEROGAY, ou só gay se preferirem).
Pra ser bem sincera nem sei dizer muito sobre você nega de tão parecidas que somos, mas vou simplificar, Te amo! De antemão peço desculpas (apesar de achar desnecessário, somos adultas) à Amabile, pois convivi muito pouco com a mesma, seria leviano de minha parte rasgar elogios a você sem a conhecer o suficiente, tiraria até boa parte da beleza e ideologia disso aqui...mas de uma coisa eu sei, confio de olhos fechados nas minhas amigas e se as mesmas andam com você é porque você no mínimo é tão louca e tão verdadeira quanto elas!
Como já puderam perceber minha querida amiga (mãezona, desde a época da faculdade) Josi Gonçalves já se apresentou... e a Josi é isso, pessoa à frente e sempre será e é isso que a torna tão encantadora, cativante e perpétua (sim amiga, você é perpétua, deixa sua marca e é inesquecível por onde passa – pensei até em usar perene ao invés de perpétua, mas não, você não é perene, essa palavra é muito singela pra te descrever e você é furacão).
Tem nossa generosidade personificada Wania, ela ainda irá se apresentar, mas se a conheço bem é tão modesta, tão boa e tão prestativa que irá se esquecer de enumerar essas qualidades, essa é nossa Wania (nossa porque você é isso amiga, intensa e inteira!).
Ah, como sou grata a Deus pelas minhas amizades, às vezes penso que foi pura bondade divina me agraciar com pessoas como vocês. Janete, Janetão nossa tão querida amiga guerreira destemida. É assim que a noto, sem medos,e confesso que invejo isso, não todo o tempo, mas em boa parte dele, porque você não se importa com convenções e tabus...você constrói a sua história de cabeça erguida e acredite, tem feito uma linda história (e agora com a Yane então)!
E o que falar da Iva, minha querida e ciumenta Ivanete, você sabe que meus olhos brilham por você nega (calma gente, não sou gay, bem até que sou gay, mas não no sentido deplorável que a maioria das pessoas entendem a palavra. Sou alegre e sem medos de declarar meus amores por receio de interpretações errôneas de pessoas que tem um coração – se é que se pode chamar de coração – onde só brota maldades.. e sou sim a favor da causa gay, por essa e outras irei reformular, EU SOU UMA HETEROGAY, ou só gay se preferirem).
Pra ser bem sincera nem sei dizer muito sobre você nega de tão parecidas que somos, mas vou simplificar, Te amo! De antemão peço desculpas (apesar de achar desnecessário, somos adultas) à Amabile, pois convivi muito pouco com a mesma, seria leviano de minha parte rasgar elogios a você sem a conhecer o suficiente, tiraria até boa parte da beleza e ideologia disso aqui...mas de uma coisa eu sei, confio de olhos fechados nas minhas amigas e se as mesmas andam com você é porque você no mínimo é tão louca e tão verdadeira quanto elas!
E é isso, eu sou a Vanderléia Rosa Deambrósio, uma canceriana legítima que é apaixonada pelos meus amigos, família e pela vida, apesar de saber muito pouco sobre ela... Mas foi com a intenção de somar, questionar e aprender cada vez mais que me embrenhei neste desafio (pra mim desafio, pois terei que reaprender a escrever – e escrever com maestria), mas afinal o que é a vida e o viver, senão uma pilha de desafios?
P.S
Acostumem-me, eu
queria ser ácida, mas acho que só sei ser doce. Amo vocês!
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
O plano de dominar o universo; como tudo começou
Por Josi Gonçalves (*)
A coisa foi decidida em questões de segundos no grupo que mantemos no Zap Zap “Reunião de Pauta”. Sim, a gente não consegue segurar a matraca nem quando estamos longe fisicamente. Tô falando, minha gente, é assunto pra mais de metro. Precisávamos, urgente, de um nome. Sugeri “O veneno da madrugada”. Foi rejeitado, por motivos óbvios. Primeiro porque íamos ser acusadas de plágio. Depois porque só eu ia escrever. Me sobra veneno.
Onde iriam ficar as doces e lindas fotos da Vanderleia? E os textos poéticos e divagações da Janete? Ea fúria da Wania - que não chega a ser veneno exatamente, só explosões que não cheiram, nem fedem? E o textos primorosos e esportivos da Ivanete? Onde caberiam? Talvez Amabile me fizesse companhia, mas tem dias que ela tá mais pra Clarice Lispector.
Aí tasquei: Filhas da Pauta! Foi acolhido por unanimidade. Tem tudo a ver com a gente. Saímos do mesmo ninho: primeira turma da Universidade Federal de Rondônia, as dificuldades nos uniram e nos sentimos irmãs, todas filhas da Mãe Pauta. Quantas vezes nos socorremos nos trabalhos, nas questões pessoais, na perda… Formamos uma família daquele estilo da música de abertura do programa 'A grande Família': “Nossa família é muito unida e também muito ouriçada, briga por qualquer razão, mas acaba pedindo perdão”…
Blog criado. Aliás, foi criado em menos de meia hora. Assim, vapt vupt. E então, o inesperado aconteceu. As meninas falantes, matraqueiras, de cérebro serelepe e pululante, se calaram. A gente simplesmente não sabia o que escrever. Passamos a bola uma pra outra: vai lá, Wania, você tem um animal dentro de você pra libertar. Wania nem tchum pra gente, emudeceu.
É por isso garotas, que por força da pressão - já que fui eu que pari este nosso filho que será criado a 12 mãos, estreio esse nosso espaço de ternura, válvula de escape, poesia, fotografias, denúncias, reportagens, cidadania e veneno (ISSO É INEGOCIÁVEL).
Bora lá tirar a ferrugem dos dedos e das juntas? Vamos exercitar o cérebro e iniciar o nosso principal plano que é dominar o mundo? Estão prontas?
*Josi Gonçalves é jornalista, casada com Francisco Costa, também jornalista (e dos bons), mãe de um nerd chato pra burro chamado Ângelo e do pequeno Davi - que veio ao mundo para a mãe exercitar a arte da paciência - e Filha da Pauta.
Assinar:
Postagens (Atom)





