domingo, 30 de agosto de 2015

Meu Amor

Por Luciana Alves*

Tu és melhor parte de mim
Sol radiante que ilumina meus dias
Perfume de melhor essência
Brisa da manha

Teu beijo me aquece, fortalece
Nos teus braços me sinto segura
Tua fala é a melhor melodia existente
Canto que me acalma

Jardim florido, coração pulsante
Sentimento avassalador
Como é bom amar
Melhor que amar é ser amado

Noite linda, lua encantadora, estrelas brilhantes
Estar ao seu lado é a mistura mística de encantos
Doce magia, cheia de realizações
Sobrenatural

Quero mais, sempre mais
O eterno, sem olhar o tempo, horas, minutos, segundos
Tudo perfeito, alem da vida
Eternamente

          * Luciana Alves é leitora de "Filhas da Pauta", imensamente apaixonada por um cowboy 
                e colaboradora  do blog neste post.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O Artur!

Artur, cara que conheci e que decididamente tem muito do Artur mais conhecido. Nos dias atuais onde muitos se deixam levar pelo mais fácil ele se destaca. 
Conhecemos tantos "homens" que tem por meta números, ele tem outros objetivos. Sensato, equilibrado, trabalhador decidiu que não teria filhos, não por questões ligadas a sexualidade, Artur não tem esse problema, mas por se conhecer  e saber que não seria um pai que um filho merece!
Numa sociedade como a nossa, onde mutos têm filhos, mas poucos são pais a atitude de Artur é louvável. Todos que o conhecem dão parabéns porque ele sim é um grande homem, pois não se contenta em ser pouco... Ah se todos fossem como ele, capazes de reconhecer suas limitações e ter consciência de sua responsabilidade social, pessoal e emocional ao ter um filho. 
Ser pai não é tarefa de qualquer um, pena que nem todos pensem como ele.

Artur parabéns, você e sua atitude são nobres!


E vocês, o que pensam de Artur? 


E se o Artur não for mais o Artur e sim um nome de mulher qualquer? 

Nunca vou conseguir entender porque é tão difícil aceitar que algumas mulheres não querem ter filhos, não por luxo, mas porque saberem que não seriam as mães ideais (não se enganem, amor de menos ou demais estragam tanto quanto). Parem de julgar. Parem dizer às mulher que têm coragem suficiente de dizer que não querem ser mães que toda mulher nasceu pra ser mãe ou  que vão morrer sozinhas ou qualquer outra maldade... Você que faz isso tem consciência que está desejando mal a alguém só porque essa pessoa é diferente de você?

Algumas mulheres não nasceram ou não querem ser mães e ela não devem mudar de opinião sobre algo tão pessoal porque as outras pessoas discordam. 
Mundo, aprenda a respeitar as diferenças. Aprenda a nos respeitar como mulheres e assim Respeitem nossas decisões de vida!

Obrigada! 

Abandonei-me!

À margem de mim mesma é assim que ultimamente ando me sentindo!
Faz tempo que abri mão de coisas que outrora eram mais que importantes, eram essenciais pra mim. Fazia parte de mim ser aventureira, ser despojada, ser humana. Ontem pensei bastante! Até que ponto devemos que abrir mão de nós mesmos, sim porque o que vivemos e gostamos é o que somos, por alguma coisa? Será que vale a pena? Quando vamos aprender, se é que aprendemos, que o tal pote no fim do arco-íris é mito. Na nossa vida, nessa trajetória torta composta de subidas e descidas o importante é não perder o foco. Devemos sim olhar o arco-íris, nos deliciarmos com suas cores e alegrarmos com a sensação boa, maravilhosa, que ele nos remete; devemos até perder alguns minutos percorrendo naquele mundo de cor e sensações, alguns minutos! O grande problema de viver a vida é que gostamos de nos iludir e muitas vezes fazemos da ilusão nosso mundo, sempre achando que um dia ele vai se tornar real, que tolice! Ah, como sou uma tola! 


Definitivamente, ando sentindo uma saudade cortante de mim mesma! E o problema não é que as roupas que têm a forma do meu corpo... Essa fôrma não é desse corpo! Sabe quando você veste 40 e insiste em entrar num modelito 38? É assim que ando me sentindo, sufocada, sem ar! Abandonei-me, mas continuo à margem de mim mesma. Decididamente preciso de uma roupagem nova, mas não qualquer uma, posso correr o risco de novamente entrar num modelito errado um que continue me sufocando ou o pior um grande demais, não me apertaria, de fato, mas poderia me causar constrangimentos maiores. A dosagem tem que ser certa, preciso de algo que coincida com o tamanho da minha alma nova!

(Texto escrito há seis anos atrás, mas existem coisas que nunca deixam de ser atuais, pelo menos não pra mim que continuo a me buscar. Continuo me abandonando e me encontrando constantemente).




quinta-feira, 27 de agosto de 2015

De volta à Era Medieval

Por Amabile Casarin

Ultimamente tenho visto tantos casos de intolerâncias, de todos os tipos, que me pergunto: quando foi que voltamos à Era Medieval e eu não soube?!
Ontem eu li uma matéria sobre uma mulher que divorciou-se do marido infiel após 32 anos de casamento e decidiu que teria 32 aventuras sexuais, uma para cada ano de casamento. (Para quem quiser ler: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2015/08/1671899-relatos-da-bela-senhora-32-amantes-um-para-cada-ano-com-marido-infiel.shtml). As histórias vividas foram parar em um blog e agora viraram livro que será lançado em breve.
Confesso que gostei da coragem dela de se permitir ter novas experiências depois dos 50 anos. Espero ter disposição e coragem para sempre continuar fazendo coisas novas, não apenas sexuais, mas de todos os tipos. Isto nos mantém vivos!
Mas fiquei bem assustada com os comentários dos leitores. Quantas pessoas criticando a atitude dela, inclusive chamando ela de prostituta! Para começar a conversa: prostituição requer pagamento em troca de sexo, o que parece que ela não fez. E outra: mesmo que ela se prostituísse, o que os outros têm a ver com isto?!
Me espanta pessoas se incomodando tanto com a vida e o corpo alheios. Você é cristão e seu vizinho ateu? E daí? Você acredita em Cristo e ele não. Você gosta de sexo casual e sua prima não? Você transa casualmente e ela mantém um relacionamento estável (ou fica sozinha, se preferir). Você é heterossexual e seu colega de trabalho homossexual? Você fica com uma pessoa do sexo oposto e ele com alguém do mesmo sexo!
O que cada um faz da própria vida é problema de cada um. Desde que não cometa nenhum crime ou ofenda alguém, vale tudo, inclusive ser feliz!!!! Vamos sorrir, amar e respeitar mais!!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Divagando um amor que já se foi

Por Janete Kozak

Pra você amigo, que hoje me perguntas: você ainda gosta dele?
Eu, triste, pensativa, respondo: sinto saudades!
E me perguntas então, como posso trazer no meu coração esse alguém que me traiu, magoou, feriu. Que no fim me desrespeitou, fugiu.
Afinal, gostas ou não?
Do que hoje vejo a minha frente, não gosto muito, aliás, nem muito nem pouco. Sinto indiferença. 
E uma pena enorme do nós que morreu. No dia em que fracassamos. Em que deixaste tua ânsia carnal te dominar e eu, minha fúria. Ah minha fúria fria e calculista...
Agora te respondo bem certo: mas ele também me amou. Por muito tempo me cuidou, beijou meu corpo em lugares impublicáveis. Tomou-me em seus braços por tantas e tantas vezes... me aqueceu no frio e dividiu comigo nosso humilde ventilador nas noites de verão. Ouviu meus segredos e suportou, nada feliz minhas TPMs.
É amigo, por algum tempo esse traidor me fez feliz.
E eu o amei nos momentos felizes. Ah, como eu o amei!
E na sua fraqueza, quando ele não foi capaz de sustentar seu amor, eu o abandonei.
Amar na felicidade é fácil, é bom, quero ver é amar na dor, na dificuldade, na fraqueza, na infidelidade...
Quando ele não mais me fez feliz, de nada valeram os dias que passamos juntos.
Acho que não aprendi a amar.
E por isso sinto saudades. Saudade desinteressada. Saudade do tempo em que foi bom.

Só saudades, nada mais.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Tempo em que me lembro

Por Tallyta Motta *

Lembro de um tempo em que para acalmar a saudade textos e textos, que pareciam mais uma bíblia, eram criados relatando os medos, angústias, desejos e toda paixão que estávamos vivendo. Nós éramos o que deveria ser a primeira coisa do teu dia.
Lembro de um tempo em que meu mundo, meus sonhos e meus desejos e planos eram você. Tempo em que os dias e noites eram em transa, se amando, vivendo nosso cheiro, na cama, no banho, no carro, na piscina. Tantos lugares, quantos momentos! Nossa!!!!
Lembro de um tempo em que me entreguei a uma paixão ardente, onde consequências não eram questionadas. Nosso cheiro proporcionava orgasmos de montão, o limite não existia, a cama não resistia, e por duas vezes foi consertada, nossos corpos nus aqueciam a piscina fria, as músicas altas mascaravam os ruídos e gemidos atrevidos. Momentos flagrados e depois satirizados, momentos que ajudaram a formar nossa história.
Lembro de um tempo em que a cama era nosso ninho, onde além de nos devorar em fantasias e experimentações também nos acolhia para assistir nossa série favorita, enquanto acabávamos com pratadas de melancia e descansávamos da tentação.
Lembro de um tempo onde os jogos de futebol acabavam sendo curiosidade, para me inteirar da minha nova paixão. Tempo em que só desejava ser a princesa de um homem confusão.
Lembro de um tempo onde tudo desabou, destruindo parte do meu "forte" coração. Mas, de tudo que me lembro, só guardo aqui dentro o que me trouxe desejo e paixão. Ser forte ou ser fraca, tudo o que importa são as coisas boas compartilhadas e desejadas nessas vidas tão opostas. Se feriu, não me importa, pois toda felicidade proporcionada naquele tempo em que me lembro é o que realmente ficou aqui dentro. Lembro de um tempo, e que tempo!
Tempo que se perdeu no próprio tempo, aguardando um fim ou um novo começo. É o tempo em que me lembro.


* Colaboradora e leitora do As filhas da pauta.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Melindrosa

Por Wania Evangelista 

Seja a flor mais bonita. Abra a  janela e  permita que o vento te mostre que o tempo pode tudo curar
Não, não feche tão rápido, dê um lindo sorriso e permita ao sol  teu rosto tocar
Sinta o calor na tua pele, o ardor nos teus lábios e o sol penetrar.

Não, não fuja nem deixe que o calor te assuste ou a sede te cegue
Largue o ego de lado e consinta que o mundo veja o tua
 beleza
Abra os braços pra vida e permita que a luz  venha te iluminar
Tire  a mascara da inveja e mostre ao céu o teu lindo sorriso.

Aceite de braços abertos as sombras da noite e o brilho do luar
Seja feliz com que o tens e aprenda que o outro também tem seu lugar
Não deixe que a chuva aborreça, a lama irrite e estrague a beleza
Liberte-se de todas as armas e permita que o amor ali possa entrar.
Tu és flor, tu és rosa. Só não deixe que os espinhos tomem conta de tudo...permita-se florescer.

Música do dia


Por Amabile Casarin


Dizem que os opostos se atraem. Mas isto só vale para a física mesmo. Quando se trata de pessoas é justamente o contrário. Os opostos até podem atraírem-se, mas não permanecem. Já os semelhantes! Esses, sim, conseguem manter uma relação estável e duradoura. Quando digo isso não estou me referindo a apenas relacionamentos amorosos, mas a todos os tipos de relacionamentos.

"Agora você tem novos amigos
Normal que um dia isso fosse acontecer
Só não me faça te odiar
Não me peça para esquecer
Não espere que eu seja igual a você
Igual a você"



Igual a você - Nenhum de nós


Só porque gosto da música! :D

domingo, 16 de agosto de 2015

Divagando sobre casos de polí-cia (-tica*)

Muitas vezes me percebo perdida em pensamentos que poderiam me levar ao céu. Eu acordo e noto que cada passo é uma distância maior entre a realidade e a vontade. Uma janela que se abre para ouvir o silêncio que ensurdece a alma. Agora, quero que a minha voz seja a tua. Meu ouvido seja a tua porta que grita para o mundo. Os meus olhos que se voltem para enxergar aquilo que a humanidade precisa acreditar. Raras são as vezes que meus dedos transformam o teu desespero em contos de fadas.

Juventude perdida, maioridade roubada, sonhos destruídos, migalhas distribuídas, atenção esquecida. O olhar está atento para ver, observar e discordar daquela realidade que pode ser alterada numa espécie de contagem regressiva. Regresso é o que tento fazer para te encontrar em detalhes mais realísticos, colocando os meus olhos em cima daquilo que todos juram ser real sem nem ao menos ter ouvido falar. No seu caminho, tem pedras, espinhos e rosas. A cada passo que dou, as nossas estradas se cruzam. Lentamente, ouço a história. Igualmente, reproduzo em detalhes. São palavras que contam a experiência de quem já viveu ou viu a morte de perto. Mesmo cheias de vida, ou de cheias de morte. O que importa é relatar, sem exagerar.

Se o caminho é pedregoso, um pouco de doçura para aliviar. Agora se já é doce, fique a vontade para divagar. Beije a fonte que te alimenta a alma, alivia o coração e lava os teus olhos. Esta é apenas uma declaração... Rindo, posso tripudiar do quão desesperado agora você está. O teu caminho começa a se fechar. Velha conduta que tiveste, travestido de anjo que libertou uma nação. Era na verdade, a primeira letra da ruína. Resta, agradecer.

*Teu fim está próximo. Posso comemorar. Justiça será feita? Não sei. Sei que ser jornalista é fazer a minha parte no processo de um todo em que uma comunidade grita para ser ouvida. Se tu usas o assessor para calar, quero ver agora, usá-lo para te salvar. Ainda queres ser o primeiro? Não terás tempo. Aqui, tu não fostes o primeiro, mas poderás ser o último. Afinal, dizem que os últimos serão os primeiros, logo, o contrário seria válido?

Que todos os desmando e coronelismo de pequenas prefeituras não sejam vitalícios; que a PF, e os MPs possam ver os disfarces de quem tenta atribuir exemplo de péssimas condutas. Que todo o mal seja banido. Era só isso!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Amor, I Love You




Por Josi Gonçalves*

Era Dia das Mães. A filha lhe deu uma toalha de banho de presente. Daquelas bem gigantes que dão pra enxugar a família inteira. A garota, de 15 anos, a viu numa loja e a achou a cara da mãe: alegre, colorida, aconchegante. Decidiu comprá-la. Era a primeira vez que recebia um salário. Trabalhava numa loja como vendedora. 

A mãe ficou feliz com o mimo. Era o primeiro presente que ganhava da filha. 

Meio sem jeito, a filha entrega o pacote pra mãe e diz: 

  • Espero que a senhora goste.

Não rola abraço, beijo e coisa e tals. 

A mãe rasga o pacote,  abre um sorriso de canto a canto, mas… Ela queria mais. Pediu um beijo. A filha não deu. E a mulher chorou copiosamente. 

A filha, sentindo um misto de culpa e constrangimento tascou, na bucha: 

  • Mãe, a senhora não pode me cobrar o que nunca me deu. 

Fez-se um silêncio sepulcral. Acho que  a mulher parou pra pensar no que acabara de ouvir e olhou com pesar para a filha.

A verdade dói.

Ela nunca mais pediu um beijo para a filha que 27 anos anos depois ainda lembra daquele fatídico dia. 

Ainda hoje quando vê sua mãezinha dormindo pensa na vida difícil que ela teve: na perda precoce da mãe, no sofrimento imposto pela madrastra, na falta de amor suportada ao limite da sanidade. 

Percebe que seria mesmo muito difícil aquela mulher, que teve uma vida tão dura e difícil, beijar e acarinhar os filhos.

Lembra da paciência dela em fazer cachos nos seus cabelos depois do banho. Associa aquilo ao amor entalado na garganta e preso no peito durante décadas.

A filha dá graças a Deus por conseguir externar seu amor pelos dois filhos, abraçá-los, dizer exaustivamente que os ama. 

Mas porque, diacho, será tão difícil, vendo a mãe, agora com os cabelos branquinhos, dormindo ali tão indefesa, tão doce, tão cansada, abraçá-la, sem gesso nas atitudes, e dizer:


Amor, I love You?

Josi Gonçalves é jornalista, casada com Francisco Costa, também jornalista (e dos bons), mãe de um nerd chato pra burro chamado Ângelo e do pequeno Davi - que veio ao mundo para a mãe exercitar a arte da paciência - e Filha da Pauta. 

Não deveria ser bom?


Para uns ele é o centro da vida, para outros uma parte. Parte importante,  faz parte, mas não é o todo. Existem aqueles que acreditam ainda que ele só é verdadeiro se a atenção for constante;
A dedicação  completa;
A entrega absoluta e integral.
Mas como dar aquilo que não se tem? Como negar aquilo, que é como o sangue que corre nas suas veias, como deixar de ser quem você realmente é ?
Não deveria ser compreensivo e paciente?
Leve, gostoso e doce.
Simples e sereno ... poderia trazer a paz.

Aceitar e ser aceito. compreender e ser compreendido,  poderia ser permitido ser quem você realmente é,  e isso deveria bastar... Mas não! Nós, não somos tão simples e esperar toda essa simplicidade  é  desconhecer a complexidade do ser que é egoísta e  compreensivo,  explosivo e tranquilo, exigente e complacente. Que ama e odeia ao mesmo tempo, que é capaz de perdoar o imperdoável e odiar um gesto de amor mal compreendido. Que transforma o ódio em amor e o amor em ódio em questão de segundos. E que procura e exige do outro aquilo que  ele mesmo não pode dar. Que julga, condena e absorve sem justiça. Que se coloca acima do tudo e todos e aponta o dedo sem olhar pra trás. E que espera que o amor, ou amar resolva todos os seus problemas. Mas esquece que o amor após se encontrado precisa ser vivenciado.

Você está preparado para suportar tudo o que vem com o amor?

Está pronto pra enfrentar a realidade, o convívio e o dia - a -dia ?

Cuidado! Deus pode te dar tudo o que você pediu e devolver dá um trabalho...

"Uma pena que nos contos de fada ninguém nos conte o que aconteceu depois do beijo,  como foi casar, ter filhos, ou explique o felizes para sempre. Será que a Cinderela, a Rapunzel e Branca de neve sabiam onde estavam se metendo?"

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Um real de amor!

A vivencia do amor e suas complexidades. Em se tratando amor e amar não existem regras. Não existem imposições, existe vivência. Andei observando alguns casais e fiquei impressionada com a passividade e humildade de alguns amores. 

Aquele amor que aceita as migalhas da atenção, porque essa migalha é o combustível do dia. Aceita sobras de conversas, porque nesse momento seu peso cede e você pode se entregar mesmo que o se entregar seja com os dois pés no chão, porque do contrário você cai. Mas como com os dois pés no chão se o chão dessa pessoa é o outro? 

O amor onde o outro é seu tudo e você se contenta em ser o que der. Se no dia não tiver opção melhor você ganha um carinho ou atenção a mais, mas se for dia de coisa importante (por exemplo, futebol) aí não sobra nada, mas a presença de um amor ausente já basta! Olhar de longe aquele amor distante faz com que seus olhos brilhem e sua alma reluza. 

Como pode tão pouco preencher um coração tão grande? Acho que deve guardar cada pouquinho que recebe e assim se mantém viva! 

Não que eu ache que o amor tem que ser assim ou assado, mas admiro quem vive assim... Pensando bem,  não admiro não! 
E quem tem tão pouco pra oferecer, será que tem consciência da sua mediocridade? Triste, amor medíocre, o tipo mais terrível de amar!

Analisando de forma mais crítica, tenho mais pena desses amores porque esse amor em demasia, que é capaz de sobreviver com tão pouco quase sempre, é falta de amor próprio. Migalhas não sustentam!

Quem AMA nunca tem tão pouco a oferecer e no solo de um coração de quem SE AMA de verdade, gotas de carinho não faz florescer nada!

Texto e foto: Deda Deambrósio

Um Real De Amor
Zeca Baleiro

Com um real de amor que tu me dás
Faço versos de febre e de paixão
Pego a fraca miragem da ilusão
E a transformo em ferro e em carvão

Com um real de amor que tu me dás
Faço a flor na mais completa escuridão
Desafio o terror da solidão
E a transformo em pó na multidão

O real de amor que tu me dás
Generoso se faz em minha mão
Mata a minha fome
E multiplica o pão

Siga...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos" (Fernando Pessoa) 



Foto: Deda Deambrósio

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sinto Muito, Madalena


A cidade anoiteceu , amanheceu e anoiteceu de novo cheirando à morte.
Eram muitos, mas somente quatro se foram: Os filhos de Madalena.
Os sentimentos se misturam num mix de curiosidade, abalo, surpresa e pena...
Sinto muito, Madalena. Sinto por seus filhos mortos, levados pela água tão refrescante, que logo se fez traiçoeira.
Sinto muito pelos anos que não os terá. Sinto muito por cada aniversário que lembrarás, por cada Natal que lamentarás não ter seus filhos à mesa.
Sinto pelos diplomas que esperavas, pelos netos que sonhavas, pelas noites que desde já te preparavas para os puxões de orelha pelo adiantado da hora que eles chegariam dos encontros com os amigos, com os amores.
Sinto muito por suas lágrimas, pelo seu desespero. Acredite Madalena, tantos outros também o sentem. Impossível não se abalar. Sua dor é coletiva, é contagiosa, é comovente. Sua dor é espelhada no olhar de cada mãe, de cada pai que se vê desesperado apenas na iminência de um dia obrigar-se a estar nesse lugar que hoje é seu
E sinto muito mais. Sinto pela impotência de nada poder fazer, além de sentir muito. Abraços, companhia, orações, nada disso tirará sua dor que também é minha, é nossa. Queríamos amenizar essa dor, mesmo que pra isso tivéssemos que lhe emprestar nossos filhos ou apagar de suas lembranças os momentos de angústia à beira daquele rio.
Inconsolável Madalena, acredite: Deus ainda te dará muitas alegrias, pra compensar tanta dor. Mas terás que aprender a senti-las uma a uma. O choro dura uma noite, uma temporada ou uma vida toda. É preciso sabedoria para conseguir sentir a alegria que vem com o amanhecer

  


domingo, 9 de agosto de 2015

Num dia difícil...

Eu vou pra minha varanda e vejo isso! A natureza tem o poder de apagar, nem que seja por alguns minutos, nossos problemas e alegra nossa alma. Num dia difícil ver isso faz com que eu me sinta especial!

Para os Pais, parabéns pelo seu dia!


Foto sem edições!
(Deda)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

E o Troféu de Pai vai para ...

Chegaram hoje alguns convites para as festividades do dia dos pais. Tem cinema, tem concurso: concurso de frases, concurso de selfies, concurso disso, concurso daquilo. O dia é dos pais. A homenagem é para os pais.
Com direito a troféu!
O que faz com o troféu a mulher que passou o ano todo tentando suprir no filho, a falta do pai?
 Não a mãe viúva, aquela que o pai foi morar junto de Deus, cuidando lá de cima do filho querido. A mãe-alvo desse texto é viúva de marido vivo. De filho criado na ausência do pai.
Aquela mãe que não sabe o que fazer com o convite da escola que seu filho lhe entrega para participar das festividades do dia dos pais. Ela sabe onde o pai mora, mas ele não quer receber sua visita, nem mesmo pra um convite. Seria perturbar seu sossego.
Aquela mãe que por dias, meses, anos, espera que o homem a quem ela um dia se entregou venha demonstrar seu amor de pai ao filho que na ocasião geraram. Mas esse amor não existe, ou está escondido em um local tão secreto, que nem mesmo o pequeno filho tem acesso.
Aquela mãe que passa pelo vexame de expor-se ao um teste de paternidade, apesar da certeza da fidelidade, afinal seu ex-amado só “assume” a criança com a certeza dos 99,9% do DNA.
Aquela mãe que ensinou seu filho a dizer “papai” mostrando-lhe a foto de um homem ausente, que por motivos tão seus, não acompanha o desenvolvimento do filho. Que por míseras e pouquíssimas vezes deu a essa criança a oportunidade de chamar-lhe de pai.
Aquela mãe que ainda acredita que um dia ele cumpra a promessa de levá-lo pra um fim de semana no clube. Que prepara a mochila do filho e vai ao portão numa espera que nunca tem fim. Ele não virá. Tem outros compromissos.
Aquela mãe que faz milagres com o dinheiro minguado do fim do mês, repassado orgulhosamente pelo genitor, com a melhor sensação do mundo do dever cumprido, mas que não chegará sequer ao meio do mês. Vai faltar. De novo. Não vai dar pra comprar aquela calça nova tão cobiçada pelo garoto.
A você mãe solteira, mãe sozinha, mãe que nunca será pai, mas que tenta, de todas as formas, disfarçar essa ausência, sofrendo calada, pra não fazer o filho sofrer, que controla sua raiva para não repassá-la ao filho. Acredite, você merece um feliz dia dos pais.
E um Feliz dia dos pais a você pai, que por mais motivos que tenha, sejam eles quais forem, judiciais ou extrajudiciais, ainda luta pelo amor presente e pela formação participativa de seus filhos.


O troféu é de vocês. Verdadeiros heróis da resistência.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Poesia da negação

Você me pergunta o porquê e eu não sei responder.
Amor é uma coisa muito louca.
Igual a nada que se pode mensurar.

Te conheci num dia de muita brisa.
Os olhos da cor do mar me encantaram.
Meus lábios te tocaram.
Amor, você disse baixinho.
Ri. Apenas isso. E o tempo passou...

Não acreditei quando disseste o triste adeus.
O teu olhar era tão mentiroso. E o meu mundo ruiu.

Coragem para continuar a sorrir.
Um dia sei que vou encontrar.

Beijos, olhares, sorrisos.
Está tudo distante.
Sei que não acredita.
Tenho que continuar.
Agora: é apenas NÃO! NÃO! NÃO!

FIM