segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Nunca se sabe!

A busca da melhora pessoal é um caminho longo. Muitas vezes nesta caminhada nos deparamos com algumas situações inusitadas.

Aprendemos que nunca vamos saber tudo que precisamos, mas também que talvez nossos defeitos reflitam mais que nossas imperfeições. Ter defeitos é inevitável, é humano. Amar e viver com alguém que é diferente de você em tudo é nosso desafio, quando digo AMAR é no âmbito das relações humanas. Às vezes me pego pensando, eu preciso mudar. Sou muito impulsiva, sou mandona, sou relapsa em alguns momentos e  “grudenta” em outros. Não ligo, não mando mensagem, mas gosto de atenção. Tenho crises seríssimas de egoísmo, às vezes me comporto como uma criança pirracenta, sou mimada, faço drama e choro a toa. Sou preguiçosa, introspectiva e meu mundo gira em torno dos meus sentimentos.

Jesus, como tenho defeitos!

Sei que tenho que mudar, mas às vezes o mudar é melhorar, pois todas aquelas coisas horríveis que citei lá em cima sou eu, não vou me curar de mim, é humanamente impossível. Ter amigos ou conviver com pessoas que comungam de todas as minhas coisas boas (eu também tenho qualidades, é serio!) é muito fácil. O que nos aproxima ou nos afastam das pessoas são, pra mim, nossos defeitos. Qualidades boas, a meu ver, não deveriam ser usadas como parâmetro das relações humanas, exceto nas relações de interesse.

Não que ache que devemos abraçar essa ideia e esquecer o processo de evolução, este deve ser constante, pois sendo seres inacabados estamos sempre mudando, (pra melhores e pra piores), mas também temos que saber aceitar nossas limitações. Não quero que meu discurso se pareça com “muletas do dia-a-dia”, do tipo que nos escoramos e podemos seguir em frente, mas que seja visto como o que a Clarice Lispector disse: “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”.  

Nossos defeitos é o que realmente nos define e um dia aprendemos que o longo caminho da melhora, muitas vezes, não passa de caminhadas em círculos.


“Se eu fosse um cara diferente, sabe lá como eu seria" (Concreto e Asfalto - Engenheiros do Hawai)

domingo, 6 de dezembro de 2015

O riso do Urubu e a queda do Gigante

*Por Ivanete Damasceno

É tão bom chegar o domingo e reunir os amigos para uma boa partida de futebol. Claro, fora das quatro linhas. Afinal, melhor que jogar é assistir, é torcer, é vibrar com cada lance. Até mesmo sozinho. O seu coração pulsa mais forte, acelera. Te faz ter arritmia cardíaca ainda bem jovem. E quando o seu time do coração perde, mas o maior rival é rebaixado, a comemoração com certeza é igual ao título do campeonato.

Se o futebol perde? Sim. Mas ao mesmo tempo ganha. Ganha a sensação de saber que nem tudo é eterno. Que os bons (sim, eles nos venceram várias vezes este ano) também caem. Mas o melhor de tudo. Ganha o torcedor que pode zoar o amigo, o colega de trabalho, o parente. Ganha o que perdeu, pois afinal ele pode ter um título que seu time não tem (e espero que não tenha nunca).

É João, Francisco, Maria, Antônio, José, Bernardo, Fábio, José, Adriana, Fátima, Vitória. Todos riem. Todos choram. Todos vibram. Cada um com seu motivo. Cada um com sua emoção. Mas todos com a mesma razão: o apaixonante futebol. Cada bola que passa tirando tinta da trave, deixa aquele gosto que "quaaaase!". Cada defesa do goleiro, ele recebe o título de herói. Cada passe que mais parece um pintura, e o meia é o maestro.

Mas aí os sentimentos de misturam. As frustrações aparecem. Não deu. A bola foi pra fora. Por que o atacante não finalizou direito? Por que não se esforçou um pouquinho mais? Agora não dá. Agora acabou. Agora só ano que vem. Na mesma série. Em nova série. Enfim. Este é o futebol. Eletrizante. Apaixonante. Cheio de emoções. E você pode olhar de cima, porque graças aos que perderam mais que você, agora é bom olhar de cima e ver o rival dando tchau. Ladeira abaixo. Aliás, deixa o A e segue para Baixo, porque a zueira não tem fim!