A busca da melhora pessoal é um caminho longo.
Muitas vezes nesta caminhada nos deparamos com algumas situações inusitadas.
Aprendemos que nunca vamos saber tudo que
precisamos, mas também que talvez nossos defeitos reflitam mais que nossas
imperfeições. Ter defeitos é inevitável, é humano. Amar e viver com alguém que
é diferente de você em tudo é nosso desafio, quando digo AMAR é no âmbito das
relações humanas. Às vezes me pego pensando, eu preciso mudar. Sou muito
impulsiva, sou mandona, sou relapsa em alguns momentos e “grudenta” em outros. Não ligo, não mando
mensagem, mas gosto de atenção. Tenho crises seríssimas de egoísmo, às vezes me
comporto como uma criança pirracenta, sou mimada, faço drama e choro a toa. Sou
preguiçosa, introspectiva e meu mundo gira em torno dos meus sentimentos.
Jesus, como tenho defeitos!
Sei que tenho que mudar, mas às vezes o mudar é melhorar,
pois todas aquelas coisas horríveis que citei lá em cima sou eu, não vou me
curar de mim, é humanamente impossível. Ter amigos ou conviver com pessoas que
comungam de todas as minhas coisas boas (eu também tenho qualidades, é serio!)
é muito fácil. O que nos aproxima ou nos afastam das pessoas são, pra mim,
nossos defeitos. Qualidades boas, a meu ver, não deveriam ser usadas como parâmetro
das relações humanas, exceto nas relações de interesse.
Não que ache que devemos abraçar essa
ideia e esquecer o processo de evolução, este deve ser constante, pois sendo
seres inacabados estamos sempre mudando, (pra melhores e pra piores), mas
também temos que saber aceitar nossas limitações. Não quero que meu discurso se pareça com “muletas do dia-a-dia”, do tipo que nos escoramos e podemos seguir
em frente, mas que seja visto como o que a Clarice Lispector disse: “Até cortar os próprios defeitos pode
ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”.
Nossos defeitos é o que realmente nos define e um dia
aprendemos que o longo caminho da melhora, muitas vezes, não passa de
caminhadas em círculos.
“Se eu fosse um cara diferente, sabe lá como eu seria" (Concreto e Asfalto - Engenheiros do Hawai)
