*Por Ivanete Damasceno
É tão bom chegar o domingo e reunir os amigos para uma boa partida de futebol. Claro, fora das quatro linhas. Afinal, melhor que jogar é assistir, é torcer, é vibrar com cada lance. Até mesmo sozinho. O seu coração pulsa mais forte, acelera. Te faz ter arritmia cardíaca ainda bem jovem. E quando o seu time do coração perde, mas o maior rival é rebaixado, a comemoração com certeza é igual ao título do campeonato.
Se o futebol perde? Sim. Mas ao mesmo tempo ganha. Ganha a sensação de saber que nem tudo é eterno. Que os bons (sim, eles nos venceram várias vezes este ano) também caem. Mas o melhor de tudo. Ganha o torcedor que pode zoar o amigo, o colega de trabalho, o parente. Ganha o que perdeu, pois afinal ele pode ter um título que seu time não tem (e espero que não tenha nunca).
É João, Francisco, Maria, Antônio, José, Bernardo, Fábio, José, Adriana, Fátima, Vitória. Todos riem. Todos choram. Todos vibram. Cada um com seu motivo. Cada um com sua emoção. Mas todos com a mesma razão: o apaixonante futebol. Cada bola que passa tirando tinta da trave, deixa aquele gosto que "quaaaase!". Cada defesa do goleiro, ele recebe o título de herói. Cada passe que mais parece um pintura, e o meia é o maestro.
Mas aí os sentimentos de misturam. As frustrações aparecem. Não deu. A bola foi pra fora. Por que o atacante não finalizou direito? Por que não se esforçou um pouquinho mais? Agora não dá. Agora acabou. Agora só ano que vem. Na mesma série. Em nova série. Enfim. Este é o futebol. Eletrizante. Apaixonante. Cheio de emoções. E você pode olhar de cima, porque graças aos que perderam mais que você, agora é bom olhar de cima e ver o rival dando tchau. Ladeira abaixo. Aliás, deixa o A e segue para Baixo, porque a zueira não tem fim!
Nenhum comentário:
Postar um comentário